Sonic Wings Reunion traz clássico jogo de nave para consoles atuais
Lançado originalmente em 1992 pela Video System, Sonic Wings ficou conhecido nos fliperamas ocidentais como Aero Fighters, chegando ao Super Nintendo dois anos depois. Um clássico jogo de nave no melhor estilo de Strikers 1945 (jogo da Psikyo que conta com praticamente a mesma equipe de desenvolvedores), Sonic Wings traz muita ação e tiroteio infernal – e que agora pode ser experimentado por uma nova geração de jogadores (ou pelos saudositas dos arcades) com a sequência Sonic Wings Reunion. O jogo que já estava disponível para PC, agora chegou ao PlayStation 4, PlayStation 5 e ao Nintendo Switch.
Eu recebi uma cópia de review para PS5, cortesia da produtora Success Corp., responsável por Sonic Wings Reunion, e posso afirmar: a diversão instantânea e o desafio frenético do clássico jogo de nave segue intocado nesta sequência, que traz algumas adições bem vindas para a fórmula, mas sem mexer no que dava certo nos tempos de Aero Fighters. É um jogo modesto, mas que vai agradar aos fãs do clássico jogo de nave, seja a turma do fliperama ou quem curtiu os jogos de Super Nintendo, Neo Geo CD ou PlayStation 2.
Assista ao trailer de Sonic Wings Reunion:
Sonic Wings Reunion é um shoot’em up, um clássico jogo de nave, com progressão vertical, que coloca os jogadores no papel de pilotos de um esquadrão com várias nacionalidades, em uma luta voraz contra invasores extraterrestres. Quase todas as missões se desenrolam nos céus da Terra, com os caças sobrevoando cidades, desertos e outras paisagens, enquanto mandam bala nas naves alienígenas e desviam de seus projéteis. As fases incluem Barcelona, Florida, Abu Dhabi, Tóquio, Planalto das Guianas, Mar Cáspio e o Oceano Ártico. Os extraterrestres tomaram conta de equipamentos bélicos avançados e até mesmo prédios e catedrais foram transformados em máquinas de guerra poderosas, que rendem um ótimo desafio para os pilotos e suas naves de batalha.
Em Sonic Wings Reunion você escolhe entre oito personagens vindos dos jogos anteriores da franquia. Esse encontro de veteranos é o motivo para o título ‘Reunion’ e a história não é muito mais elaborada do que eu expliquei nesse artigo. O foco do jogo, como é de se esperar em um título que segue a fórmula de um clássico jogo de nave, é apenas um motivo para voar pelos céus e metralhar naves inimigas, chefes enormes e usar armamentos especiais que enchem a tela de explosões. O diferencial de Sonic Wings Reunion, dentro dessa fórmula tão conhecida, é o uso dos alas, parceiros que podem ser selecionados no começo da missão. O jogador no controle não só vai contar com o apoio do colega, mas também pode usar sua bomba especial.
Os personagens escolhidos também tem um impacto no final do jogo, com interações distintas para cada dupla, algumas mais cômicas, outras mais divertidas. Ao todo, são cerca de 100 variações de final. Pena que o jogo não traga uma galeria ou menu de extras para que você possa reassistir essas cenas. Também seria legal poder apreciar as artes dos personagens, como rola em outros ‘revivals’ e remakes de jogos mais antigos.

Nem todos os pilotos são humanos: Estados Unidos e Japão trazem os pilotos mais tradicionais, enquanto o piloto (e cientista!) sueco Kowful usa um capacete viking (com chifres e tudo) e o britânico River parece um pouco mais veterano do que os outros… mas para mim, o golfinho europeu Whity é um charme a parte. E nem é o personagem mais exótico desse esquadrão internacional. Na prática, cada piloto oferece um padrão diferente de disparos, que vão dos tiros básicos em diversas direções até versões mais poderosas, com efeitos adicionais. O ninja Hein atira shurikens e kunais explosivas. Os projéteis das russas Chaira e Pushka incluem bombas em forma de bonecas matrioskas gigantes!
São ao todo oito fases bem desafiadoras, independente da dificuldade, que vai do Fácil ao Muito Difícil. É preciso muita atenção com os projéteis, explosões, naves e todo o caos que rola no meio da tela. São menos fases do que os jogos anteriores da franquia ofereciam, mas há um looping ao encerrar o jogo, com a campanha se reiniciando no próximo nível de dificuldade. Algo que me chamou a atenção de forma negativa é a ausência de um troféu de Platina na versão dos consoles PlayStation.
Sonic Wings Reunion mantém a fórmula de um clássico jogo de nave dos tempos de fliperama, e oferece aquela diversão instantânea dos sucessos dos arcades das décadas de 80 e 90, mesmo que falte aquele carinho adicional pela franquia Sonic Wings/Aerofighters.
Sonic Wings Reunion está disponível para PC, PS4, PS5 e Nintendo Switch.


