Halls of Torment combina RPG retrô e roguelike em jogo viciante

Se você acompanha o blog regularmente, sabe que todo mês eu encontro um novo ‘bullet heaven’ para chamar de meu jogo favorito do gênero. E que eu sou muito fã de jogos com visual retrô e de RPG, correto? Então não vai se surpreender quando eu disser que Halls of Torment é meu novo bullet heaven favorito e sim comigo ter demorado tanto para descobrir esse viciante RPG de ação. O jogo da produtora independente Chasing Carriots combina RPG retrô e roguelike em uma fórmula envolvente e muito divertida.

Assista ao trailer de Halls of Torment:

Em Halls of Torment, você escolhe um entre vários heróis de fantasia e desce aos Salões do Tormento, uma série de masmorras apinhadas de horrores profanos. Sobreviva a ondas de inimigos e derrote os Lordes da Aflição. Ou morra tentando e volte mais forte na próxima rodada. São 11 heróis para desbloquear ao longo de seis dungeons progressivamente mais desafiadoras. O charme do jogo, logo de cara, fica para o visual pré-renderizado que remete aos RPGs de ação do final dos anos 1990, mais especificamente, ao Diablo original.

A mistura de RPG retrô e roguelike não fica só na estética nostálgica adotada por Halls of Torment. Enquanto outros jogos do gênero se inspiram em RPGs de ação mas seguem fiéis à receita de Vampire Survivors, a Chasing Carriots optou por pender mais para o lado do RPG de ação – mas com muitos elementos roguelike que fizeram a fama do clássico auto-shooter da Poncle. A primeira diferença importante é que o jogador precisa apontar na direção dos inimigos que deseja atingir, ao invés de contar apenas com o posicionamento do personagem para alinhar o ataque ao padrão de disparo das suas armas e poderes. Acredite, você se sente mais ‘no controle’ do seu herói durante as partidas com esta pequena mudança.

São ao todo onze personagens desbloqueáveis para jogar, como um bárbaro, um arqueiro, clérigo, um mago, um piromante armado com um lança-chamas (!!!) e outros. Você pode melhorar seus atributos, equipar diferentes habilidades e itens durante as partidas que duram no máximo 30 minutos. Há um elemento de extração: ao encontrar um equipamento novo, você pode optar por levá-lo para fora da dungeon colocando o item em um balde num poço, para depois adquiri-lo de um vendedor na superfície. Dá para usar essa mecânica duas vezes por partida, mas depois, o poço desmorona e aí, só terminando a fase com vida para conseguir carregar seus tesouros para fora.

O caos toma conta da tela em Halls of Torment, mistura de RPG retrô e roguelike.
Acredite, mesmo em momentos muito caóticos, você entende tudo o que está acontecendo no jogo

Cada um dos seis Salões do Tormento tem um visual distinto, suas próprias hordas de inimigos para enfrentar e missões que ajudam a aprimorar os recursos da sua base e a metaprogressão dos heróis, que também tem missões específicas de suas classes. Você vai ralar bastante para desbloquear tudo o que o jogo oferece: são mais de 500 missões para cumprir nesse viciante encontro de RPG retrô e roguelike.  Além dos 11 personagens jogáveis, o jogo apresenta 25 bençãos que deixam os heróis mais fortes a cada partida, 60 itens para obter e 240 variações raras desses itens, além de dezenas de habilidades e artefatos para equipar. Tudo isso para você ter muitas opções na hora de enfrentar seus mais de 70 tipos de inimigos e 35 chefões únicos.

Não é por acaso que o jogo acumulou mais de 1 milhão de cópias vendidas no PC desde que entrou em acesso antecipado no Steam em 2023. O jogo foi lançado por completo para PC em 2024,  e conta com milhares de análises positivas no Steam. Há uma versão para Android e iOS e mesmo assim, eu só fui conhecer Halls of Torment algumas semanas atrás, quando o jogo chegou aos consoles PlayStation e Xbox – e também ao catálogo do Game Pass.

Confira também uma análise em vídeo de Halls of Torment:

Estou jogando Halls of Torment no Xbox Series X, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Chasing Carriots, e recomendo muito. Sua combinação inteligente e elegante de mecânicas de RPG retrô e roguelike fazem dele um dos meus jogos favoritos dessa temporada de final de ano. E ainda nem experimentei a expansão The Boglands, que trouxe um pântano sinistro para explorar, novas mecânicas e a décima segunda classe jogável. Mas uma hora eu chego lá!

Pablo Raphael produz conteúdo sobre jogos e cultura nerd/geek desde quando isso não era tão legal assim. Fã de RPG de mesa, live games, quadrinhos independentes e cerveja artesanal. Email para contato: [email protected]

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