The Mound: Omen of Cthulhu é ótimo jogo coop com terror Lovecraftiano
Alguns dias atrás falei de como me divirto com games de tiro cooperativos ao estilo Left 4 Dead, e estou aqui de novo comentando um novo lançamento desse gênero, desta vez com uma pegada bem distinta e intrigante. The Mound: Omen of Cthulhu leva essa fórmula para uma época pouco explorada nos games de tiroteio cooperativo, o período das grandes navegações e descobrimento do Novo Mundo, e além disso, aposta no terror Lovecraftiano ao invés dos tradicionais mortos-vivos.
Em The Mound: Omen of Cthulhu, os jogadores são exploradores que chegam em uma selva selvagem e misteriosa na costa do Chile. Esse cenário amaldiçoado é cheio de monstros à espreita e coisas ainda piores, prontas tanto para abater os personagens quanto para dilacerar suas mentes com a loucura típica dos contos de H.P. Lovecraft.
O sistema de loucura deixa a aventura muito mais opressiva do que em um Back 4 Blood ou Toxic Commando, por exemplo. O jogo brinca com a percepção dos jogadores, distorcendo sentidos e criando ilusões que deixam cada missão mais e mais paranoica. Assista ao trailer do lançamento:
As missões são divididas em expedições, em que você assina um contrato com o capitão do galeão que serve de base para o grupo. Seu equipamento é definido com base nos tesouros obtidos na missão anterior, tanto armas quanto itens que podem fazer a diferença entre a vida e a morte na selva. Quanto mais longe o grupo vai, maiores são as chances de encontrar tesouros, mas o perigo aumenta consideravelmente. Essa sensação de risco e recompensa é outro diferencial nesse jogo de tiro cooperativo, quase como em um extraction shooter onde pelo menos os outros jogadores não querem te matar e roubar seu saque.
Ao todo, são 18 mapas interconectados em um mundo maior, e é preciso levar em conta elementos como a escuridão (equipar uma lanterna faz toda a diferença em certas áreas de The Mound), assim como guardar espaço no inventário para carregar tesouros obtidos em suas expedições. Você vai levar cerca de 20 e poucas horas para completar a aventura, mas The Mound: Omen of Cthulhu é bem divertido (e assustador) e pode ser jogado várias vezes, sozinho ou junto com os amigos, que é a melhor opção.
Omen of Cthulhu acerta na imersão

A imersão proporcionada pelo HUD quase inexistente, pelo bate-papo por voz espacial e por suas ilusões e sons que assombram cada passo na selva e nas ruínas de civilizações antigas e de fortes de expedições fracassadas deixam a coisa toda ainda melhor. Eu gostei muito da ambientação, que consegue escapar dos maiores problemas de jogos ambientados na era das navegações e nos contos de Lovecraft, tratando os povos nativos de forma respeitosa como parte do mistério e terror, sem cair em estereótipos nada agradáveis.
Eu joguei The Mound: Omen of Cthulhu no Xbox Series X, com uma cópia para review gentilmente cedida pela Nacom. O jogo tem legendas e menus localizadas em português brasileiro, o que ajuda bastante a acompanhar o desenrolar dos acontecimentos.
The Mound: Omen of Cthulhu está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.


