Deep Rock Galactic Survivor me fez querer conhecer o jogo original
É um fato inegável: Todo mês eu encontro um novo bullet heaven para chamar de meu “novo jogo favorito” do gênero. A bola da vez é Deep Rock Galactic Survivor, jogo que chegou ao Game Pass na última semana e conquistou minha atenção com seu visual vibrante, anões futuristas carismáticos e novas ideias para esse gênero que ainda tem muito o que explorar. Mais ainda, o jogo é tão legal que me fez querer conhecer o Deep Rock Galactic original – um game de tiro cooperativo sobre o qual eu já tinha ouvido falar, mas que por algum motivo, ainda não tinha decidido experimentar.
Publicado pela Ghost Ship Publishing, Deep Rock Galactic Survivor é um game roguelike aos moldes de Vampire Survivors, em que você explora mapas gerados de forma aleatória, eliminando inimigos com tiros automáticos de diferentes armas e equipamentos que coleta ao longo do caminho. O jogo se passa no universo criado pela Ghost Ship em 2020, em que anões mineradores se aventuram pelo espaço sideral em busca de recursos preciosos, enfrentando hordas de insetos alienígenas conforme cavam cada vez mais fundo.
Assista ao trailer de lançamento:
Em sua versão Survivor, os anões escavam o planeta Hoxxes, coletando uma grande variedade de armas e minérios raros, ao mesmo tempo em que lidam com hordas de insetos cada vez mais numerosas e em variações mais perigosas. É preciso correr para encontrar os recursos de cada fase, cumprir metas e também cumprir objetivos adicionais que surgem em momentos específicos – uma barra de progressão no alto da tela avisa quando uma sonda vai cair na caverna, carregada de artefatos raros, ou um inimigo de elite vai ser atraído. Algumas fases incluem ovos que devem ser ‘chocados’ à balas para libertar o chefe do território, que só aí pode ser abatido pelo intrépido anão controlado pelo jogador.
Em Deep Rock Galactic Survivor, a ação é para um jogador, ao contrário do FPS original, que é um jogo de tiro cooperativo para até 4 pessoas. Mas isso não torna a brincadeira menos divertida. Para mim, serviu como uma introdução a esse universos vibrante e cheio de ação. Além da temática bem diferente, há elementos estéticos que destacam o jogo de outras produções do gênero, como a paleta de cores fortes, o sistema de ‘descida’ em que cada ‘run’ é composta de vários mapas – você tem um tempo para correr para a escavadeira e continuar sua descida por aquela fase. Principalmente, a coleta de recursos e poder abrir caminho pelas paredes, quebrando rochas com sua picareta, é o que faz as partidas do jogo da Ghost Ship serem únicas entre os jogos do tipo, pois rapidamente você vai estar criando rotas alternativas para circular grandes bandos de insetos, ou para afunilar os números inimigos e gerenciar o combate. É muito divertido!

Muitos dos elementos do jogo são uma interpretação das mecânicas do Deep Rock Galactic original, como as fases geradas de forma aleatória, os cenários destrutíveis e a mineração de recursos. Conhecer esses sistemas, os personagens e um gostinho desse universo através de um ‘Survivor’ me deu o empurrão que faltava para baixar o jogo de tiro e, em breve, começar minhas expedições nele também. Me fez pensar que mais desenvolvedores poderiam se beneficiar ao criar variações de suas franquias nesse formato. É uma porta de entrada muito eficaz!
Com legendas e menus em português, Deep Rock Galactic Survivor está disponível para PC e consoles Xbox. Eu joguei no Xbox Series X e recomendo muito! O jogo faz parte do catálogo do Game Pass, onde você também encontra o Deep Rock Galactic original.


