Romeo is a Dead Man é um jogo de ação maluco que você precisa experimentar

Criação mais recente de Goichi Suda, ou Suda51, como assina o game designer por trás de obras como No More Heroes, Killer 7 e Lollipop Chainsaw, Romeo is a Dead Man traz tudo o que os fãs do líder da Grasshopper Manufacture esperam: muita ação, uma história bizarra, visuais exagerados e uma direção de arte estilosa que brinca com a própria linguagem dos videogames.

O jogador controla Romeo, ou melhor, Deadman, um policial transformado por seu avô em um agente do FBI do espaço-tempo, que viaja pelo multiverso perseguindo Juliet, um antigo interesse romântico que é, na verdade, uma fugitiva que coloca em risco a realidade. Equipado com uma espada laser, um revólver e ajudado pelos colegas da nave espacial da agência, Romeo encara zumbis (chamados de Bastardos), demônios extradimensionais e variantes de Juliet e outros fugitivos do espaço-tempo no que deveria ser uma cidadezinha pacata do interior dos Estados Unidos.

Só essa premissa já deveria ser o bastante para você decidir jogar Romeo is a Dead Man. Assista ao trailer do game:

A história é contada em páginas de histórias em quadrinhos muito bem desenhadas, enquanto a ação rola no clássico formato 3D de jogos do gênero. Mas nem sempre é assim. Dentro da nave do FBI espaço-temporal, a perspectiva é do alto e o jogo é todo pixelado. A interface dos minigames, do menu de save ou do inventário de Deadman seguem outras direções de arte, sempre muito estilosas. Essa cacofonia gráfica é parte do charme do jogo e me conquistou já na primeira hora dessa aventura maluca.

Romeo is a Dead Man traz combate simples e satisfatório

O sistema de combate é básico e eficiente, com golpes fracos, fortes e especiais com a espada, disparos do revólver para atingir pontos fracos e inimigos voadores, e outras opções sendo desbloqueadas conforme você libera novas armas e aprimora seus equipamentos na nave espacial. Mesmo sendo simples, o combate de Romeo is a Deadman é muito rápido e satisfatório, resultando em batalhas intensas e divertidas. O jogo tem vários níveis de dificuldade para escolher.

Romeo is a Dead Man tem direção de arte estilosa típica dos jogos de Suda 51.
Romeo is a Dead Man tem direção de arte estilosa típica dos jogos de Suda 51.

Um elemento que adiciona uma camada estratégica para as lutas é o uso dos Bastardos como armas. Você planta (!!!) Bastardos em uma horda e cultiva novas variedades de zumbis para auxiliá-lo durante as batalhas. Dá para combiná-los para criar novas ‘armas de apoio’ bizarras e bastante úteis.

As lutas contra os chefes envolvem mutações enormes e combates em grandes arenas, e eu gostaria de ter enfrentado algumas das variantes de Juliet que são só mencionadas no começo do jogo. Ainda assim, eles mantém o ritmo frenético dos estágios e são bem legais.

Romeo is a Dead Man às vezes parece um jogo de ação para PlayStation 3 ou Xbox 360 (o que para mim soa como elogio) mas não se deixe enganar pela simplicidade do gameplay: o jogo oferece uma trama divertida e envolvente, mecânicas curiosas como o labirinto ao estilo Pac-Man para aprimorar suas habilidades, e é uma experiência maluca que você precisa experimentar. Eu recebi uma cópia do jogo de PS5 para review, cortesia da Grasshopper Manufacture.

Com legendas e menus em português do Brasil, Romeo is a Dead Man está disponível para PC (via Steam e Microsoft Store), PlayStation 5 e Xbox Series X/S.

Pablo Raphael produz conteúdo sobre jogos e cultura nerd/geek desde quando isso não era tão legal assim. Fã de RPG de mesa, live games, quadrinhos independentes e cerveja artesanal. Email para contato: [email protected]

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