RuneScape: Dragonwilds transforma MMORPG clássico em jogo de sobrevivência cooperativo
O RuneScape original é um MMORPG de fantasia medieval em mundo aberto à moda antiga, com uma comunidade fiel que se aventura por um mundo vivo em constante evolução, vivendo aventuras épicas e lutando contra monstros e outros jogadores enquanto evoluem seus heróis. É um verdadeiro clássico dos MMOs, com mais de 25 anos de história. Seu mais novo jogo, RuneScape: Dragonwilds e uma releitura desse universo, que promove uma mudança impactante, trocando o gênero de MMORPG para jogo de sobrevivência cooperativo. E o resultado dessa reimaginação é um game muito legal para quem curte esse estilo.
A trama se passa em um continente esquecido, chamado Ashenfall. Os dragões despertaram novamente nessa terra distante e os humanos que chegaram lá precisam se virar para estabelecer seu território, dominar técnicas de sobrevivência e desvendar segredos mágicos antigos, para assim terem uma chance de enfrentar a Dragoa Rainha e seus lacaios monstruosos. Assista ao trailer de lançamento do novo RuneScape:
O salto entre aprender a fabricar umas armas simples, cozinhar, construir uma casa e então enfrentar dragões me chamou a atenção, mas quem sou eu para resistir ao chamado da aventura?
Na prática, você vai passar muitas horas coletando recursos, fabricando itens, aprimorando suas habilidades com o uso, construindo objetos e estruturas, cozinhando, enquanto gerencia suas necessidades básicas como fome, sede e sono; todas aquelas atividades típicas de um jogo de sobrevivência cooperativo. Esse é um detalhe importante: não há PVP em RuneScape: Dragonwilds! Você pode jogar sozinho, e a aventura fica bem desafiadora com o passar do tempo, ou trabalhar em equipe com outros jogadores online, compartilhando recursos e encarando juntos os inimigos que assolam o continente de Ashenfall.
Dragonwilds não tenta ser igual ao RuneScape original e acho que é aí que o game da Jagex mais acerta, oferecendo uma experiência de jogo de sobrevivência cooperativa autêntica em um mundo aberto de fantasia medieval. O fato do jogo estar muito bem localizado com textos e menus em português ajuda demais na hora de aprender seus sistemas e mecânicas.
Jogo de sobrevivência cooperativo

Você cria seu personagem e vai aprendendo habilidades básicas para sobreviver nesse novo mundo, como cozinhar e fabricar armas e ferramentas. O jogo adota um sistema de habilidades que são aprimoradas conforme você as utiliza. Pense em Skyrim ou, bem, no RuneScape original, se você é um veterano do MMORPG da Jagex. A maior diferença é que as habilidades disponíveis fazem uma baita diferença e cada ponto ganho nelas desbloqueia novas receitas, técnicas e aprimoramentos que expandem sua capacidade de interagir com o mundo, criar novas estruturas e ferramentas ou combater melhor. Você sente que seu herói está sempre evoluindo.
O sistema de magia segue essa mesma lógica e é um dos mais legais que experimentei nos últimos tempos. O uso de magia em RuneScape: Dragonwilds encaixa esses poderes mágicos entre as habilidades usadas para sobreviver, com feitiços para acelerar a mineração, corte de árvores e outras utilidades; também há aqueles que melhoram sua locomoção e são usados para o combate, é claro, mas eu gosto muito de como as magias nesse game servem como uma caixa de ferramentas para o jogador, com usos criativos para situações que surgem pela frente e não como um mero arsenal de armas de fogo. Também há o sistema de Runas, que dá nome ao jogo. Você coleta ingredientes mágicos para criar runas, usando essência, catalisadores e assim, gera novos feitiços. Me lembrou o sistema de produção de itens e de poções de Kingdoms of Amalur, mas com efeitos mais variados e duradouros.
O combate rola em tempo real – mas você pode abrir o menu radial para selecionar magias – e envolve ataques, bloqueios e esquivas. Não é punitivo como o de um RPG soulslike, mas é preciso atenção e cuidado para não ser destroçado pelo primeiro par de goblins que surgirem no seu caminho. Atenção aos arredores e encarar um inimigo por vez fazem uma baita diferença nas suas chances de progredir nos níveis iniciais.

Há uma ameaça constante provocada pelos dragões. Eles convocam Caçadas contra os jogadores de tempos em tempos, o que faz com que hordas de inimigos venham atrás do seu pescoço. São momentos de tensão, principalmente para quem joga sozinho, e causando os maiores picos de dificuldade dessa aventura que, na maior parte do tempo, requer atenção e raciocínio mas não é um absurdo de difícil. E por fim, o ponto alto dos combates são as lutas contra chefes – principalmente as que envolvem os dragões. São batalhas muito bacanas, com cenas épicas e que vão exigir preparo do jogador para superá-los. Quando você superar o primeiro dragão, Velgar, as chances de RuneScape: Dragonwilds terem te conquistado são altíssimas.
Eu estou jogando RuneScape: Dragonwilds no Xbox Series X, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Jagex para esta análise. O game roda muito bem no console top de linha da Microsoft.
O jogo está disponível para PC, PlayStation 5, Xbox Series X/S e faz parte do catálogo do Game Pass. Recomendo bastante experimentar se você gosta de um bom jogo de sobrevivência cooperativo e aprecia mundos de fantasia medieval.


