Roguecraft DX mostra a força do retrogaming independente
Desenvolvido pela produtora independente Badger Punch Games, Roguecraft DX entrou no meu radar quando foi lançado em 2025 para o console Evercade. Foi bem na época que descobri as versões mais recentes da plataforma, com modelos portáteis e de mesa e toda sua linha de cartuchos – desde então, adquirir um Evercade e começar a colecionar seus jogos se tornou o top 1 da minha lista de desejos para o futuro próximo.
Entre tantos clássicos do passado, o Evercade também conta com alguns jogos indie e Roguecraft DX era um deles. O jogo original (sem o DX) foi lançado para Amiga em setembro de 2024 e essa versão aprimorada chegou em 2025 ao computador que fez a cabeça de uma geração inteira de jogadores na Europa e que se tornou uma plataforma querida da comunidade de desenvolvedores retrô por lá nos últimos anos. Bem, após ganhar versões para Evercade e Game Boy Color (!), Roguecraft DX chegou ao PC, via Steam. E foi assim que eu finalmente tive a oportunidade de jogar o game, com uma cópia gentilmente cedida pela Badger Punch Games.
Assista ao trailer de lançamento:
Roguecraft DX é simples e viciante
O jogo de ação roguelike é inspirado nos RPGs de dungeon crawl dos anos 1980, e sua história é bem simples: você controla um aventureiro – que pode ser um guerreiro, um mago ou um ladrão (ou uma galinha, em certos modos de jogo) – e vai entrar na grande masmorra de Mordecoom em busca de um tesouro supostamente enterrado nas suas profundezas.
Sua missão é atravessar os quinze níveis da masmorra, indo desde uma caverna ainda cheia de vegetação no começo até catacumbas onde horrores lovecraftianos esperam pelos aventureiros incautos lá no fundo, e se conseguir sobreviver, ficar com o grande tesouro. Roguecraft DX tem cinco níveis a mais do que o jogo original, além de uma paleta de cores mais variada.
Roguecraft DX segue a fórmula roguelike original de suas inspirações, com fases geradas proceduralmente em cada partida. É preciso começar do primeiro nível todas as vezes e ao morrer, a masmorra é resetada completamente. O combate é por turnos e os controles são super simples. As partidas são rápidas, com duração de 15 minutos em média, o que faz desse um ótimo game para ter instalado no Steam Deck, pronto para rodar uma sessãozinha rápida quando você tem um tempo livre para jogar entre uma atividade e outra.

Cada um dos três personagens tem atributos e habilidades diferentes e ficam melhores conforme seu progresso no jogo. O guerreiro é mais forte e resistente, o ladrão pode se teleportar para trás dos inimigos e golpeá-los pelas costas, causando mais dano. Jogar com o mago é para os ousados, pois é o personagem mais fraco fisicamente, mas conta com mísseis mágicos para atacar à distância.
Evoluir os heróis requer encontrar gemas preciosas que aumentam sua vida máxima ou sua força. Quanto mais forte o personagem fica, maior sua chance de acertar os inimigos e sua pontuação. Você também encontra itens variados, incluindo diferentes poções e outros itens mais raros.
Há um aspecto bem importante: avançar no jogo requer apenas que o herói encontre a chave e leve-a para a saída para o andar seguinte. Porém, para subir de nível, é preciso encontrar as gemas e isso significa enfrentar as criaturas que vagam pelas salas. Escolher entre caçar monstros ou apenas explorar de forma cautelosa é uma decisão do jogador que dá bastante dinâmica às sessões de Roguecraft DX.
Outros modos de jogo

Roguecraft DX oferece três modos de jogo: Classic, que é o descrito acima, com 15 fases geradas proceduralmente; Endless Dungeon em que a masmorra continua após essas fases, ficando cada vez mais difícil; e Chicken Run, em que você joga com uma galinha com 1 ponto de HP e uma única vida, mas pode encontrar um ovo dourado que a transforma numa heroína poderosa.
Eu joguei muitas partidas de Roguecraft DX no PC e no Steam Deck e gosto muito desse excelente retrogame, que mostra que não é preciso complicar muito suas mecânicas para oferecer uma experiência divertida e viciante para os jogadores.
O visual em pixel art e cenários isométricos, tudo projetado para o Amiga, são um charme a parte e caem muito bem na telinha do Steam Deck. Recomendo!


