Norse: Oath of Blood é jogo tático na era Viking
Desenvolvido pela Arctic Hazard e distribuído pela Tripwire Presents, que gentilmente me forneceu um código do jogo de PC para review, Norse: Oath of Blood é um jogo de combate tático por turnos ambientado na Noruega da era Viking. Nele, você vai tanto gerenciar sua comunidade quanto lutar em batalhas liderando sua tropa de guerreiros em busca de vingança.
Em Norse: Oath of Blood, você assume o papel de Gunnar, um guerreiro jovem exilado após seu pai, o Jarl Gripr, ser morto pelo rival Steinarr Far-Spear. Sua tarefa é reconstruir sua comunidade, formar alianças e se preparar para as inevitáveis batalhas contra as tropas de Far-Spear. Assim, o jogo pode ser dividido entre construção e gerenciamento de base e batalhas táticas por turno.
A ambientação nórdica é bem pé no chão, e jogadores que curtem esse estilo mais “histórico” e são fãs da série de TV Vikings certamente vão se divertir com a trama simples mas eficiente de Norse: Oath of Blood. A narrativa assinada pelo escritor Giles Kristian é bem escrita e os diálogos são divertidos, mesmo que a trama não seja nada surpreendente ao longo de suas 10 horas de duração.
Assista ao trailer do jogo:
Seus sistemas centrais funcionam bem, principalmente durante os combates, mas falta aquele ‘algo a mais’ que faria o jogo da Arctic Hazard se destacar em um gênero que tem ótimos exemplares tanto de combate quanto de narrativa. Norse fica no meio termo em ambos os aspectos, e ainda apanha com bugs técnicos, mas são problemas que certamente serão resolvidos pelo estúdio ao longo dos próximos meses.
Jogando Norse: Oath of Blood
As batalhas táticas são onde o jogador vai passar a maior parte do tempo em Norse: Oath of Blood. No começo de cada uma, você seleciona quais unidades vai levar de seu bando, movendo-as pelo grid e engajando com os soldados inimigos. Os campos de batalha são bastante lineares, e poderiam apresentar uma variedade maior de terrenos. Certamente ajudaria a dar mais tensão aos combates do jogo.
Também faltam habilidades únicas para diferenciar mais as unidades. Nem vou questionar a ausência de magias ou outros poderes já que a proposta de Norse é ser um jogo mais pé no chão nesse sentido e não uma fantasia de bárbaros com capacetes de chifres e machados de duas mãos. Porém, as batalhas tendem a ser longas (chegando a 20 minutos de duração em alguns casos) e acabam sendo muito parecidas umas com as outras.

Quando não está lutando, você vai construir e gerenciar seu vilarejo viking. Após cada batalha você ganha alguns recursos que usa para aprimorar a comunidade. É tudo bem intuitivo: faça uma forja de ferreiro para fabricar espadas, uma cabana de curandeiro para recuperar as forças de seus guerreiros, um costureiro para remendar as armaduras de couro e assim por diante, ganhando pequenos pontos percentuais de melhorias em seu equipamento.
Eu joguei no PC e também no Steam Deck. Encontrei alguns bugs no computador, mas nada que me fizesse largar o jogo. No portátil da Valve, porém, a experiência ainda está longe de ser recomendável, com crashes constantes mesmo com as configurações do jogo no ‘Low’ e uma taxa de 30 quadros de animação por segundo, aceitável para um game desse tipo. A favor da Arctic Hazard nesse quesito está o fato de que o jogo ainda não foi adaptado oficialmente para a plataforma, inclusive não conta com suporte oficial para controles, é preciso usar uma configuração personalizada da comundiade. Eu recomendo que você jogue no computador ou em um console.
Norse: Oath of Blood está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.


